Pré-venda

Quando fui à minha primeira – e única, até o momento – Flip (a de 2007), vi por lá um homem em cima de pernas de pau, vendendo um livro que ele havia escrito. Se não me engano, era uma coletânea de poemas.

Há alguns anos soube de um autor, acho que de histórias em quadrinhos, que vendia suas HQs no sinal de trânsito de Belo Horizonte, se também não estiver enganado.

Iniciativas como essas não são tão raras. O próprio Monteiro Lobato, diz a História, vendia livros até em açougues. Mas exemplos como esses não são comuns. Escritores são, em sua maioria, tímidos, retraídos, e geralmente não têm o menor talento para negócios.

Não, eu não vou vender meu livro em açougues, tampouco vocês me verão nos semáforos ou apoiado em pernas de pau. A ideia que tive quase nada tem de original, e nada tem de impactante – ao menos se compararmos com os exemplos acima.

Vamos lá: “O escritor premiado e outros contos” será lançado em setembro. Ele será vendido no lançamento – o local não foi ainda definido, mas faltam poucos detalhes -, e depois disso será comercializado através do site da editora ou poderá ser adquirido diretamente com o autor. Esse é o curso natural do processo. Ou seria.

Porque meu desejo é fazer algo que seja ao menos um pouco diferenciado. E aí pensei em fazer uma pré-venda do livro.

Mas não uma pré-venda comum. Ela terá um fator que, a meu ver, é algo bem bacana, e não lembro de ter visto algo semelhante sendo feito, ao menos não recentemente: as trinta primeiras pessoas a comprarem o livro, além de terem um desconto no valor do livro, receberão seus exemplares acompanhados de uma das histórias escritas a mão (afinal, são 30 contos, quase todos eles curtos).

Primeiro pensei em enviar a versão original dos contos, mas alguns deles foram escritos diretamente no computador, e outros têm rasuras demais. Então um amigo sugeriu que os contos fossem reescritos manualmente em algum tipo de papel diferente (a definir). O mentor da ideia, Vicente Escudero, já até escolheu qual conto quer receber: o que dá título ao livro.

“O escritor premiado…”, segundo o editor, deve custar de 25 a 30 reais. O preço não foi definido ainda, imagino que só o será em meados de agosto. Mas para a pré-venda optei por fixar o preço em 25 reais, já incluindo nesse valor a taxa de envio. Porque mesmo que o preço final seja de 25 reais, quem comprar antes economizará o valor do frete.

Essa pré-venda seria restrita a quem mora fora de Feira de Santana – afinal, espero contar com a presença de bastante gente no lançamento -, mas, por conta dos contos manuscritos, ela será aberta para quem mora aqui também. Vendidos esses 30 primeiros exemplares, a pré-venda passa a valer apenas para quem é de outras cidades. O preço continuará sendo 25 reais, também já incluindo as despesas de envio, até segunda ordem.

Segue abaixo a lista com os títulos dos contos, para quem desejar comprar o livro escolher qual conto deseja ter manuscrito. Os pedidos da pré-venda devem ser enviados para o e-mail rafael@entretantos.com.br, e o pagamento pode ser feito via transferência ou depósito em uma conta do Banco do Brasil que será informada ao comprador via e-mail.

Por acaso (para Nelita)

As colinas distantes perdidas – (para Julio César Mulatinho)

O mar, o céu e as estrelas

Céu da cor de baunilha – (para Elisa Andrade Buzzo)

Sob os olhos da lua (para Adriano Torres)

Três palavras

O jantar – (para Carla Ceres)

Portas – (para Sergio Leo)

Ponto de partida

Uma saída

Sinfonia

Um homem sem talento – (para Diogo Salles)

Os versos que te dei sorrindo – (para Felipe Bulos)

Teto branco – (para Adriana Godoy)

E então chegamos ao fim – (para Thiago Zebende)

Desamarrando nós – (para Mila Ramos)

Mas, então, o dia

Cigarettes and alcohol – (para Amauri Terto)

O escritor premiado – (para Vicente Escudero)

Passageiro

Tudo ao mesmo tempo agora – (para Rachel Bardy)

Como se você fosse um banqueiro anarquista – (para Fernando Aires)

Ela perguntava com o olhar – (para Rafael Fernandes)

Futebol na tevê – (para Naira Louise)

Era um senhor…

Uma noite como todas as outras – (Francisco Oliveira)

O presente

Aglomeração popular – (Francisco Oliveira)

Um conto jamais escrito – (para Henrique Rodrigues)

Homem em guerra – (para Luciano Oliveira)

Nos próximos dias reproduzirei aqui um dos contos do livro e um trecho da orelha. Farei também uma página para listar os primeiros compradores do livro, juntamente com os contos que cada um escolher e a lista de histórias ainda disponíveis. Fiquem de olho.

Um abraço,
Rafael

P.S.: Deixo aqui meu muito obrigado a Cassia, Marcelo Barbão, Rafael Fernandes, Diogo Salles, Guilherme Montana e Vicente Escudero, pelas conversas sobre o livro e ideias sobre a pré-venda.

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